A Educação é o único caminho

Dois Povos - Um Sonho: Liberdade


Ano:
 2005

Período: 18 de Julho a 24 de Agosto

Distância: 12.300 Km

Territórios: Timor-Leste, Astrália e Nova-Zelândia

Participantes: João Pedro Pereira, Porfírio Santos Silva e Tito Baião

A Viagem          Fotos          Patrocinios

Dili – coração de um novo país

“(…) esta guerra de Libertação contra a Indonésia, foi a arte de conviver com o inimigo”

Xanana Gusmão

O primeiro testemunho que documenta o conhecimento pelos portugueses de Timor encontra-se num desenho muito esquemático realizado num mapa feito por Francisco Rodrigues entre 1512 e 1513. Nele se representa «a ilha de Timor onde nasce o sândalo». Foi sob o signo desta madeira preciosa que se estabeleceram, até aos finais do século XVIII, as relações entre portugueses e timorenses.

As primeiras informações sobre Timor foram enviadas para Portugal em Janeiro de 1514 pelo capitão-mor de Malaca, tendo, também por esta altura, Tomé Pires incluído no seu livro Suma Oriental várias referências interessantes sobre o território, como aquela em que diz que, “na linguagem da terra Timor quer dizer levante”. Em 1515, os portugueses visitaram pela primeira vez a ilha e a partir de então passaram a frequentá-la de forma a obter o valioso sândalo.

(…) Paralelamente aos contactos com as populações timorenses, os portugueses preocuparam-se com a evangelização. Em 1556, iniciou-se a primeira missão de Frei António Taveira, que deveria ser dominicano.

(…) Em 1590 ter-se-à construído a primeira igreja em Timor, ainda que só alguns anos mais tarde, em 1633, se tenha iniciado um processo de missionação mais sistemático e com resultados positivos.

(…) Embora tenhamos de reconhecer tratar-se de um território de menor importância, face ao peso que detinham outras áreas no oriente, como Macau ou Índia, o interesse pela realidade de Timor transparece em numerosas obras e cartas ainda mal estudadas. Em 1702 Timor passou a ter um governador, cargo que se iria manter até ao século XX. (…) A presença portuguesa multi-secular teve várias fases e teve múltiplas vicissitudes, mas, no essencial soube manifestar-se mediante atitudes que respeitavam a dignidade das populações timorenses. Pode mesmo falar-se numa coexistência entre acções e noções europeias e cristãs com valores tradicionais. (…) A marca portuguesa, longa de séculos, a longa duração de sofrimentos (escoaram-se praticamente duas décadas) somam-se, porém, à situação de Timor, perdida nos longes do Ocidente. A memória da ilha, por isso, se pode dizer longínqua a mais de um título. E bom é recordá-lo incessantemente para que não desapareça da vida de cada qual, daquilo que Raúl Pompeia chamou um dia o pêndulo universal dos ritmos.

José Manuel Garcia (in Rotas da terra e do mar – edição Diário de Notícias)

Porto – Também chamada de cidade Invicta.

O Porto que deu nome e liberdade
E glória a Portugal! Baluarte heróico
Dos triunfos de um povo enobrecido.

Pinheiro Caldas (in Poesias)

O revelar o culto consagrado pelo Porto à independência pátria e à liberdade não constitui mera loquacidade retórica, visto que toda a sua história nobilíssima é uma demonstração irrefragável e clara do quanto um povoado, consciente e denodadamente, pode estimar os seus foros e privilégios, defender a sua personalidade gregária e o seu brio pátrio. O amor à liberdade, no-lo assegura Alberto Pimentel, estava-lhe na massa do sangue, era uma tradição local desde o tempo em que os burgueses reviraram o dente ao domínio do bispo D.Martinho.

Como a Cartago moderna o considerava Gomes de Amorim, cujas virtudes cívicas fizeram dele o berço clássico da liberdade pátria e lhe mereceram o nome distinto de Cidade Invicta.

Carlos de Passos (in Enciclopédia pela Imagem edição Lello & Irmão)

O Projeto

Os Portugueses descobriram Timor em 1512 e muito rapidamente se instalaram, comerciantes Holandeses chegaram em 1613. Depois de muitos anos de rivalidade e disputa pelo controlo e influência estes dois países fizeram uma série de acordos, o último em 1914, que estabeleceu as fronteiras de Timor. A parte Oeste da ilha tornou-se Holandesa e a Leste continuou Portuguesa. Em 2005, cerca de quinhentos anos depois, dois portugueses vão ligar Timor e Portugal em motociclo com passagem por Timor-Leste, Autrália, Nova Zelândia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e o Brasil, contactando com os povos e culturas dessas regiões do Planeta.

Mais uma vez reconfirmar que a Humanidade é de uma só qualidade em todo o Planeta, simplesmente distribuída por várias raças e múltiplas etnias e culturas. Promover a cultura, a Portugalidade (Língua e Pátria Portuguesa), e a ideia que faz de todo o homem um irmão. Criar um biblioteca em Timor com o objectivo de promover a leitura do Português e Inglês.
Ajudar a comunidade Cristo de Betania de Dili a construir o seu centro permanente de apoio a jovens de escassos recursos financeiros.

 
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