A Educação é o único caminho

Um Olhar Sobre o Irão


Ano:
 1998

Período: 4 de Junho a 30 de Junho

Distância: 17.000 Km

Territórios: Espanha, França, Itália, Turquia, Irão, Grécia e Portugal

Participantes: João Pedro, Tito Baião

A Viagem          Fotos          Patrocinios

Ilha de Ormuz – Portugal no Golfo Pérsico

“As almas daqueles que conheceram Deus pedem às pradarias verdejantes, às belas paisagens, à frescura dos verdes jardins, a todas as belezas da natureza, a todas as admiráveis obras de Deus, uma consolação quando o autor se lhes oculta”

Juneid – poeta místico persa

A pequena ilha de Ormuz atinge-se depois de meia hora de lancha, a partir do calor sufocante do porto de Bandar-é Abbas, em pleno Golfo Pérsico. A primeira questão que nos ocorre é “o que é que os portugueses vieram aqui fazer?”, tal o aspecto árido e pouco hospitaleiro da ilha, poeirenta e queimada como um tição. Marco Polo já tinha referido a sua importância comercial, mas também o seu horrível vento escaldante, o siroco, que matava por asfixia. E obrigava os seus habitantes a “submergir na água até ao pescoço” para fugir aos seus efeitos. A fortaleza salta à vista de quem chega, embora muito arruinada. Uma placa em inglês explica que foi mandada construir pelo almirante “albo kurk” em 1507; trata-se obviamente de Afonso de Albuquerque. Durante o tempo que ali estiveram até à reconquista pelos persas com a ajuda dos ingleses, em 1622.
António Tenreiro, do exército português, descreve a cidade de Ormuz como “de muitas formosas casas de pedra e cal” e diz que “posto que nesta ilha não há nenhuns mantimentos, a cidade é mais abastada deles que outra alguma, que se saiba em o mundo”. Era habitada por “arábicos baços” e “persianos alvos e bem apessoados”, “grandes cavalgadores”, “muito trovadores e dados a ler histórias antigas e outras de boas manhas”.

Ana Maria Mineiro (in Volta ao Mundo, n.º 100)

Porto – De Portus Cale a berço do reino de Portugal

(…)daqui, donde houve nome, o velho Portugal, seu nome ainda honrado surgirá(…)

Almeida Garrett (in Lirica)

De todas as terras do País cabe ao Porto, o velho burgo portucalense, sem favor e sem estulto bairrismo, o lugar primacial da honra, já pelo que se tem devotado ao engrandecimento pátrio e à conquista da liberdade, aos quais nunca forrou ingentes e duros sacrifícios, já por haver sido a matriz veneranda da Nacionalidade. Primitivamente foi Portus Cale um mesquinho vilar; porém, no século IX valia já o bastante para formar o Condado (do Porto e de Tui) e mais, ainda, no XI para servir de cabeça ao Condado Portucalense. O nome da vetusta pobra cobre o distrito galego ao sul do Minho e alastra pelo território das conquistas dos reis afonsinos. Portucale, nos séculos XI e XII, é o fulcro da Terra Portucalense e à Nacionalidade, quando se constitui, o nome transfere gloriosamente.

Carlos de Passos (in Enciclopédia pela Imagem ed. Lello & Irmão)

O Projeto

O Irão é um destino que pode parecer pouco razoável para quem viaja, com base na instabilidade política da região e em alguns sentimentos anti-ocidentais demonstrados pelos segmentos mais radicais da sua liderança. No entanto, pensamos que a antiga Pérsia, herdeira legítima de uma das mais antigas culturas asiáticas, poderá revelar-se uma escolha gratificante. As ruínas seculares, vestígios de antigas civilizações, as imponentes mesquitas e jardins requintados, alguns dos mais belos exemplares da arquitectura Islâmica, as paisagens desérticas e montanhas são algumas das relíquias que pretendemos descobrir.

A nossa intenção é, esquecendo os preconceitos, lançar “Um olhar sobre…” este país inóspito que se estende do Mar Cáspio ao Golfo Pérsico e governado por uma teocracia totalmente descolorida.

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